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Correias o que são?

Nesse post vou falar um pouco sobre  correias , não sou o maior expert no assunto mas pesquisei bastante, e me foi de grande utilidade quando atuei com manutenção de equipamentos e novamente agora que estou cursando a disciplina de Mecânica Aplicada na faculdade.

Correias são um elemento de máquina usado para transmissão de movimento entre duas polias (movida e motriz), ou para transporte de carga (Bagagem, minério, mercadoria etc…)

Serra Circular de bancada
Serra Circular de bancada

Na figura acima podemos observar uma correia sendo utilizada para transmissão de movimento. Observe que o eixo do motor (branco) é acoplado a uma polia (preto), e a correia é alojada nessa ultima. Essa polia é a polia motriz, ou seja, aquela que transmite o movimento, a outra, que vai acoplada à serra é a polia movida e quem transmite o movimento da motriz para movida é a correia.

Correia de Tranporte
Correia de Transporte

Nesse outro exemplo temos uma outra aplicação das correias, a correia transportadora,  muito utilizada em portos, cimenteiras e mineradoras, nessa aplicação a carga fica sobre a correia.

Tipos de correia

Correias possuem diferentes perfis podem ser planas, em V, poly-V, e cada uma delas possui um certo tipo de aplicação:

Correias em V – Foram inventadas depois das correias planas, e possuem um atrito maior com a polia o que evita em parte o deslizamento, seu range de operação é entre 1000 e 7000 RPM aproximadamente. Fonte: http://www.kvm.com.br/pdf/manual_de_calculo_de_polias_e_correias.pdf

Seu perfil se assemelha com o da figura abaixo, e possui diversas classificações quanto ao seu perfil, A, B, C, D… que são a especificação das cotas do perfil.

Correia em corte
Correia em corte

Correias Planas – As correias planas possuem apenas um lado em contato com a polia, ao invés dos dois da correia em V então ela não recebe o beneficio do efeito cunha, portanto ela tem um coeficiente de atrito menor, gerando mais ruido e mais carga nos mancais. Abaixo podemos ver um acoplamento utilizando correia plana.

Acoplamento por correia plana
Acoplamento por correia plana

Porém a correia plana ainda é bastante utilizada pois ela pode ser obtida em tamanhos não padronizados pois elas podem ser fornecidas em rolos e serem fabricadas no local, o alinhamento das polias é menos crítico, a tendencia de afastar a correia da polia e menos pronunciado na correia plana, e ela também sofre menos o efeito da flexão. Por esses e outros motivos a correia plana ainda e bastante utilizada, principalmente em sistemas que dependem de alta rotação.

Poly-V ou Multi-V – Correias deste tipo combinam características das correias planas e das correias em V, elas reduzem o nível de ruído das correias planas e aumenta o coeficiente de atrito, e podem trabalhar com RPMs mais elevados do que o das correias em V.

Correias Poly-V

Bom essa é uma pequena introdução sobre as correias, no proximo post mostrarei como determinar o tamanho de uma correia.

Enquanto isso deem uma lida no blog, curtam, compartilhem “twitem” e comentem a casa e suas.

O mínimo que se deve saber sobre baterias LiPO

Recentemente me vi frustrado, pois não conseguia corrente suficiente para acionamento de motores e servos em meus projetos e ficava sem saber onde estava o erro, foi quando eu descobri as baterias liPO e aprendi sobre “Taxa de descarga”, esse tipo de bateria será o combustível de alguns de meus atuais projetos. Nesse post tentarei passar o máximo de informações que possuo sobre essas baterias.

O significado de LiPO é Lithium-Polymer, ou seja a bateria tem seus eletrólitos de sais de lítio retidos em um polímero sólido como o óxido de polietileno e o poliacrilonitrilo ao invés de solventes tornando-as adaptáveis a diferentes formatos e permitindo altas taxas de descarga.

A todos os leitores recomendo o vídeo abaixo, é a teoria básica do funcionamento de uma pilha/bateria, não e exatamente o nosso caso mas é interessante, para quem gosta de saber como as coisas realmente funcionam.

Todas as baterias possuem algumas características importantes são a Carga Elértica dada geralmente em miliámpere-hora(mAh), a Tensão dada em Volts(V), Taxa de Descarga dada em (C). Além dessas características as baterias LiPO, também pode ser descrita pelo seu numero de Packs (P) e de células (S).

Carga Elétrica – É a quantidade de carga(corrente) constante que pode ser fornecida por uma bateria totalmente carregada até a sua completa descarga em 1h.

Ex.: Uma bateria de 1200mAh pode fornecer 1200mA (1,2A) por 1h.

Taxa de Descarga – É a capacidade da bateria em fornecer corrente, uma taxa de descarga de 1C equivale a dizer que a bateria pode liberar uma corrente igual a sua Carga Elétrica, fato que a descarregara em 1h, já uma Bateria de 2C pode fornecer o dobro de corrente, porem irá durar apenas metade do tempo* (30min).

Exs.:

Uma bateria de 1200mAh  e de taxa de descarga 1C pode fornecer 1200mA (1,2A) por 1h.

Uma bateria de 1200mAh  e de taxa de descarga 2C pode fornecer 2400mA (2,4A) por 30m.

* Esse tempo é teórico, pois uma taxa de descarga elevada, aumenta a temperatura da bateria, e isso pode levar a um incêndio. A taxa de descarga máxima não deve ser utilizada com frequência, e quando usada nunca deve permanecer nesse estado por muito tempo.

Tensão –  A tensão da bateria é expressa em Volts, em uma bateria a tensão pode ser medida entre os polos positivo e negativo, e é o valor da diferença de potencial elétrico entre os pontos, essa tensão e que é responsável por gerar o movimento dos elétrons (movimento esse que é chamado corrente elétrica). A tensão de uma Célula de bateria LiPO pode chegar no máximo a 4,235V.

Celulas -Você já deve ter visto um controle remoto de TV, nele normalmente são utilizadas 2 pilhas, em uma analogia simplista, cada pilha seria uma célula da bateria LiPO.

Pack – Um Pack e um grupo de Celulas de LiPO unidas em Série ou Paralelo.

Um Pack de Bateria LiPO
Um Pack de Bateria LiPO

Nem tudo são Flores….

Bom baterias lipo, tem grande taxa de descarga vi algumas de 30C, o que nos dá 30A em uma bateria de 1000mAh, é fenomenal, bastaria uma dessa para dar partida em seu carro por exemplo. Porém nem tudo são flores, esse tipo de bateria requer muitos cuidados senão veja o que pode acontecer:

Cuidados com Baterias LiPO

– Sempre carrega-la utilizando carregadores próprios, com balanceamento

– Evitar usar a Taxa de Descarga máxima

– Ao projetar um dispositivo, pense no posicionamento que permita o melhor refrigeração para a bateria.

– Não descarregar as células individuais abaixo de 3V sob o risco de dano permanente da célula.

– Não carregar o pack diretamente utilizando um carregador burro por exemplo.

– Não exceder a carga máxima da célula, que é alcançado quando ela atinge a tensão de 4,235, aqui vale a mesma dica de não forçar a célula a chegar nessa tensão, 4,1 V já é excelente, se você seguir a primeira dica, nem precisará se preocupar com isso.

– Não recarregar a bateria sobre material inflamável.

– Armazenar a bateria num local, fresco e arejado e longe de materiais inflamáveis.

– Não permitir curtos circuitos, isso aumentará a temperatura da bateria e pode causar danos permanentes à mesma, incêndio e explosões.

Bom nos vemos na próxima, pretendo lançar um Post sobre a carga dessas baterias, e ainda outro mostrando como se monitora a tensão das Células individuais  utilizando o Arduino.

Da série “O que não fazer no seu projeto de Drone”

Bom queria ter boas noticias para colocar no Blog, mas hoje foi um fracasso, logo nos primeiros testes queimei dois motores e acredito que um dos ESCs. Provavelmente o motor que veio no helicoptero não aguentou a pressão.

Para quem deseja empreender esse projeto, aconselho, evite ao máximo fios. Desenvolva uma placa de circuito impresso para seu projeto utilize os menores terminais que conseguir.

Bom, agora é comprar novos motores para queima-los   testa-los. Quanto aos esc bora testar pra ver se estão funcionando…

Antes…

Hewlett-Packard

Depois…

O que restou foi a bagunça…

Hewlett-Packard

O ESC  torrado…

Hewlett-Packard Hewlett-PackardMas…

Continua!!!

Drones – Alguém aí já viu algum?

      Drones, VANTs, ou UAVs são aeronaves não tripuladas, que podem ser Radio Controladas ou Inteligentes. Essas aeronaves são utilizadas para diversos fins, como espiões, aviões de guerra, no controle de multidões fins científicos, agrícolas e em qualquer lugar onde uma aeronave convencional seja útil.

Drone - Predator

     Nos últimos anos movido pelo interesse militar e da sociedade civil o uso desse tipo de veículo tem crescido bastante, para enfatizar esse crescimento fiz uma pesquisa no google news e veja o resultado.

Captura de tela de 2013-07-28 21:32:07

 Sim, é impressionante o número de resultados para DRONES, VANTs e UAVs, (os três são a mesma coisa). Inclusive há uma rede social somente para quem possui um VANT (http://www.dronestagr.am). Para quem é da turma do DIY tem diversas opções, a mais simples são Quadricopteros controlados por Arduíno, os mais complexos, bom o céu e o Limite.  

 Ainda sobre Vants usando Arduino não posso deixar de citar o projeto Arducopter (https://code.google.com/p/arducopter/) que permite controlar, helicópteros, quadricópteros, tricópteros utilizando a plataforma de prototipagem Arduíno.

 Sendo assim decidi desenvolver um VANT, usando um helimodelo comum comprado nas Lojas Americanas.

Heli

 

 Tirei a parte eletrônica desse briquedinho, e instalei 3 ESCs ligados ao Arduino, e uma bateria LiPO, para alimentar tudo isso. Veja como esta ficando.

Hewlett-Packard Hewlett-Packard Hewlett-Packard

Esse foi somente uma postagem introdutória acompanhe essa semana o diário até o first flight desse VANT.

Comunicação Serial com Arduíno – Parte I

Enviar bits de forma sequencial por um fio ou barramento é chamado de comunicação serial, é um meio muito utilizado para comunicação entre dispositivos. Existem diversas tecnologias de comunicação serial como RS-232, USB, FireWire, Fibre Channel, SCSI dentre outros.

Todas as placas do Arduino possuem ao menos uma porta de comunicação Serial (chamadas de UART  ou USART), nos pinos digitais 0 (RX) e 1 (TX), e boa parte deles pode se comunicar com um computador via USB. Você pode utilizar o Serial Monitor incluído na IDE para escutar diretamente na porta serial.

No meu post “Aprenda a programar o Arduino – Parte 2” dei vários exemplos onde usei a comunicação serial agora pretendo esmiuçar melhor essa comunicação, nesse post vou mostrar como criar um programa que envie dados pela porta serial, e como utilizar o aplicativo PICOCOM, dísponivel para linux para escutar a porta serial e salvar os dados em um arquivo txt.

1 – Instalando o Picocom

sudo apt-get install picocom

2 -Consultar em qual tty o arduino se encontra.

1º Metodo:

    Sem o arduino conectado na USB digitar o comando:

sudo ls /dev/ | grep tty

   Captura de tela de 2013-07-15 22:59:29

     Agora conecte o arduino e digite o mesmo comando, você deve comparar as saídas e verificar qual o tty* apareceu.

Lista de Terminais Virtuais.

     No meu caso o ttyACM0 é o ocupado pelo Arduino.

2º Metodo.

     Na IDE vá em TOOLS> Serial Port> /dev/ttyXXX

3º Metodo

     Conecte seu arduino e digite o seguinte comando

dmesg | grep tty

Captura de tela de 2013-07-15 23:06:45

Agora vamos a um exemplo simples.

Na IDE do arduino digite o seguinte programa, e grave no microcontrolador

void setup(){
Serial.begin(9600);
}

void loop(){
Serial.println(“Aprendendo a usar Serial”);
}

 

Então abra um terminal em seu linux e digite:

picocom /dev/ttyXXXX

 

Para sair use CTRL + A + X

A grande vantagem em relação ao serial monitor nativo da IDE esta na possibilidade de enviar a saída do comando para um arquivo ou concatenar com outro comando linux, como no exemplo abaixo:

picocom /dev/ttyXXXX >> /home/teste.txt

 

Em breve continuo com mais informações.

Fontes Consultadas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Universal_asynchronous_receiver/transmitter

http://arduino.cc/en/reference/serial

CONIC – SEMESP – 2012

Bom com um delay enorme venho postar minhas impressões sobre a participação no 12º CONIC- SEMESP, trata-se do maior congresso de iniciação científica do Brasil, que contou em 2012 com 1948 trabalhos inscritos de 3361 autores e co-autores.

Durante o CONIC apresentei o trabalho intitulado “Efeitos Aerodinâmicos em Foguetes Experimentais” do qual sou Autor, o trabalho é de Co-autoria de Rômulo Machado Amaral, e Ademir Gelais Junior, e foi orientado pelo Prof. Msc. Daniel Esteve Parreiras e pela Profa. Msc. Juliana Guedes.

Sobre meu trabalho farei um post futuro exclusivamente sobre o mesmo, e vou falar mais sobre o evento, inicialmente imaginei algo menor, como um auditório e diversas apresentações, mas quando cheguei na Universidade São Judas Tadeu, no 1º dia do evento fiquei impressionado com o tamanho do Evento, houveram apresentações em diversas salas de aula, separados por área de conhecimento.

Paineis Conic
Paineis Conic

Nossa participação se deu na categoria de Engenharias e Ciências Aplicadas, na prática engloba todas as engenharias somadas aos cursos de Computação e tecnólogos. Uma dica aos futuros participantes é trabalhar na aplicabilidade prática do projeto, me pareceu que quanto mais aplicável mais valorizado é a pesquisa.

E a maior dica que posso dar é participem! A experiência é excelente!

Feira de Profissões Anhanguera – BH

Pelo segundo ano consecutivo tive o prazer junto com Ademir, Romulo e Emerson, de representar os alunos do curso de engenharia Mecânica na Feira de Profissões da anhanguera Belo Horizonte.

Exibimos os vídeos que filmamos durante a nossa participação na Winter Challenge 2012, em Jaguariuna SP, e também o Robô seguidor de linha que utilizamos. Além disso exibimos também o motor do foguete que iremos lançar no dia 20 de outubro, além da base de lançamento e sistema de abastecimento. Nosso publico foram os alunos de ensino médio da capital mineira e esperamos ter estimulados novos futuros engenheiros! 🙂 Seguem abaixo as fotos que tiramos!